Surf em Pernambuco
O surf pernambucano se concentra no litoral sul: no Cabo de Santo Agostinho, de Itapuama a Calhetas, e em Ipojuca, de Cupe e Porto de Galinhas a Maracaípe e Serrambi. As praias olham para leste e lés-sudeste, recebem bem as ondulações de leste e sudeste, mais fortes do outono ao fim do inverno, e convivem com o alísio de sudeste, que costuma ganhar força ao longo do dia: no inverno, a manhã cedo é quase sempre o melhor horário. No verão, o vento e a ondulação de nordeste deixam picos como Itapuama e Nordestão menores, mas bem formados, enquanto as ondas de pedra do Cabo pedem o mar grande do inverno.
Na Região Metropolitana do Recife, o Decreto estadual 21.402, de 1999, proíbe surf e bodyboard na faixa entre o Bairro Novo, em Olinda, e a altura de Itapuama, no Cabo, por causa do histórico de incidentes com tubarão. O pico de Zé Pequeno, em Olinda, fica fora dessa faixa e é o único da região metropolitana onde o surf é permitido. Ao sul de Itapuama o surf é liberado, mas os cuidados valem para todo o litoral: evite água turva, fim de tarde e desembocaduras de rio, e respeite a sinalização dos Bombeiros.
Água quente o ano todo, arrecifes em vários trechos e uma mistura de beach breaks, como Itapuama e Maracaípe, com ondas de pedra e recife, como a Pedra do Xaréu e Serrambi.
Texto revisado em 11/10/2026.