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Beach break, point break e reef break: o que muda em cada fundo

Duas praias com a mesma previsão podem ter ondas completamente diferentes. A maior parte dessa diferença está no fundo: é ele que decide onde a onda quebra, para que lado ela corre e quanto a maré mexe no resultado.

Publicado em 11/10/2026

Beach break: fundo de areia

No beach break a onda quebra sobre bancos de areia. Como a areia se move com as ressacas e com as correntes, as bancadas mudam ao longo das semanas: o lugar onde a onda quebrava bem no mês passado pode estar fechando hoje. Por isso uma mesma praia costuma ter vários picos espalhados, e vale observar da areia antes de entrar.

As ondas costumam abrir para os dois lados e a maré pesa muito: muitas praias só funcionam numa parte da maré, quando a profundidade sobre a bancada fica certa. É o fundo mais indicado para quem está começando, porque a queda é na areia, mas fica perigoso em mar grande e com corrente de retorno forte.

Point break: a onda que corre ao longo da ponta

No point break a ondulação contorna uma ponta, um costão ou um molhe e quebra em linha ao longo dele. A onda é mais longa, mais previsível e quase sempre corre para um lado só. Quando a ondulação chega na direção certa, as ondas se repetem no mesmo lugar, série após série.

A contrapartida é que o point break é exigente com a direção da ondulação: fora dela, ele pode ficar sem onda nenhuma. E como o pico é concentrado num ponto só, o crowd costuma ser maior e a prioridade mais disputada.

Reef break: pedra, coral ou laje

No reef break a onda quebra sobre pedra ou coral. O fundo não muda, então a onda é muito constante e definida, às vezes tubular. Em compensação, a margem de erro é menor: o fundo é duro, pode ser raso e, na maré seca, ficar quase exposto. Ouriços e corais cortam.

Por isso reef e laje pedem mais experiência, entrada e saída pelos canais certos e atenção redobrada à maré. Em Pernambuco, por exemplo, a Pedra do Xaréu e Serrambi são de fundo de pedra.

Como isso aparece no Crowd

A página de cada pico traz uma ficha com o tipo de fundo, o lado para onde a onda quebra e, quando cadastrada, a orientação da praia. Use a ficha junto com a previsão: em beach break e reef, confira a maré do dia; em point break, compare a direção da ondulação com a posição da ponta.

Nos picos que já têm texto próprio, a página também diz o nível recomendado, quando o pico funciona melhor e os cuidados de entrada e saída.

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Veja a previsão dos picos